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Omã

Alto índice de corrupção levou população às ruas e forçou o popular sultão Qaboos bin Said a promover reformas

Protestos em OmãJumana El-Heloueh/Reuters

 Primavera Árabe

Governado pelo sultão Qaboos bin Said, o Omã tem uma peculiaridade em relação aos países árabes que viveram protestos ao longo do ano - o alvo das manifestações não é o sultanato, mas a corrupção de altos funcionários do governo.

Os relatos de desvios de dinheiro - e as manifestações nos países vizinhos - levaram o povo às ruas exigindo medidas de Said contra a corrupção. Para se manter no poder, o sultão anunciou uma reforma ministerial e a criação de 50 mil empregos. Além disso, criou um seguro-desemprego, aumentou o soldo da tropa, o valor das aposentadorias e prometeu dar mais poderes aos deputados.

As medidas parecem ter agradado a população do pequeno sultanato do sul da Península Arábica, já que desde maio não há mais manifestações populares no país.

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