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Prêmio Nobel da Paz

Ellen Johnson-Sirleaf, presidente da Libéria, Tawakul Karman, ativista iemenita, e Leymah Gbowee, ativista liberiana, vencedoras do Nobel da Paz 2011

Ellen Johnson-Sirleaf, presidente da Libéria, Tawakul Karman, ativista iemenita, e Leymah Gbowee, ativista liberiana, vencedoras do Nobel da Paz 2011 - AP AP

A presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf (na foto à esquerda), e as ativistas Leymah Gbowee, liberiana (na foto à direita), e Tawakul Karman, do Iêmen (no centro), ganharam o prêmio Nobel da Paz 2011, informou o Comitê Nobel da Noruega. Em sua argumentação, o júri destacou a "luta não violenta pela segurança e os direitos das mulheres para participar plenamente das tarefas de pacificação".

Além disso, ressaltou que não se pode alcançar "a democracia e uma paz duradoura no mundo até que as mulheres obtenham as mesmas oportunidades que os homens para participarem do desenvolvimento social em todos os níveis". De um total de 851 premiações do Nobel, apenas 44 foram concedidos a mulheres.

As indicações ao Nobel da Paz permanecem secretas durante pelo menos 50 anos, a não ser que a pessoa ou governo responsável pela indicação revele seu candidato. Entre os que podem fazer indicações estão ex-ganhadores do prêmio, parlamentares e governos. Em 2011 houve 241 candidatos, incluindo 53 organizações, ao Nobel da Paz. O número foi recorde na história da premiação. Além do reconhecimento internacional, o ganhador recebe cerca de US$ 1,5 milhão.

O Nobel da Paz é o único dos prêmios que levam o nome do inventor da dinamite, o sueco Alfred Nobel, a ter a entrega decidida e realizada pelo Parlamento norueguês. No ano passado, o escritor, comentarista político e ativista dos direitos humanos Liu Xiaobo, da China, foi escolhido. Em 2009, o premiado foi o presidente dos EUA, Barack Obama.

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