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Marcos

Goleiro foi ídolo no Palmeiras e também nos rivais

Marcos chegou ao Palmeiras em 1992 em troca de pares de chuteiras doados à Lençoense e com cabelos de sobra, e saiu 20 anos depois como um dos maiores ídolos da rica história do clube, careca e com o corpo marcado por todo o esforço feito. E embora tenha sido fiel a apenas uma camisa, como é cada vez mais raro no futebol, é admirado e respeitado por torcedores de todos os times do Brasil.

Como terceiro goleiro, viu de perto as primeiras conquistas da “era Parmalat”: Paulistão em 93, 94 e 96, Brasileirão em 93 e 94 e Rio-São Paulo em 93. Depois, como reserva de Velloso, sagrou-se campeão da Copa do Brasil e da Mercosul em 98, já sob o comando de Felipão. E no ano seguinte virou santo.

Velloso se machucou num jogo da primeira fase da Libertadores e ele entrou no time para não sair mais. Com suas defesas monumentais foi se transformando rapidamente em peça-chave da equipe. E se tornou herói nas quartas de final contra o Corinthians, quando defendeu o chute de Vampeta na decisão por pênaltis que classificou o time.

Brilhou em Buenos Aires contra o River Plate, evitando uma derrota maior do que o 1 a 0 revertido com folga no Parque Antártica (3 a 0). E o título, o mais importante da galeria palmeirense, veio contra o Deportivo Cali. Para coroar seu desempenho, foi eleito o melhor jogador da competição.

Em 2000 o Palmeiras foi vice-campeão da Libertadores, mas Marcos fez naquela competição a defesa que deu mais prazer aos torcedores palmeirenses ao espalmar o pênalti cobrado por Marcelinho Carioca na semifinal contra o Corinthians.

Sua consagração definitiva veio em 2002, quando foi titular e contribuiu muito para a Seleção conquistar o pentacampeonato mundial.

Mas nem só de alegrias foi feita a trajetória de São Marcos. Além das muitas lesões, ele sofreu com a falha na derrota para o Manchester United na final do Mundial de 99, com o rebaixamento para a Série B em 2002 e com derrotas e eliminações traumáticas no Palestra Itália.

Seu amor pelo Palmeiras sempre fez com que se levantasse. Em 2003, recusou uma proposta do Arsenal para ajudar o time a voltar para a Série. Em 2008, foi colocado em lugar de Diego Cavalieri durante o Paulistão quando poucos apostavam que pudesse voltar a brilhar, e se destacou na conquista do título - o último da carreira de um caipira sincero e brincalhão que honrou como poucos a camisa do Verdão. (Luís Augusto Monaco)

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