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Líbano

Crise política e mudança para governo xiita liderado pelo Hezbollah levou milhares de sunitas às ruas em janeiro

Jamal Saidi/Reuters

 Primavera Árabe

Em janeiro, milhares de sunitas participaram do "Dia de Fúria" para protestar contra a formação de um novo governo apoiado pelo grupo radical xiita Hezbollah, após uma manobra da oposição para derrubar o primeiro ministro Saad Hariri, aliado dos Estados Unidos. Manifestações foram realizadas em Beirute, Trípoli e Sidon, sem incidentes violentos e com o acompanhamento das forças de segurança.

O colapso do governo ocorreu quando os ministros da oposição - da qual o Hezbollah faz parte - renunciaram devido às acusações feitas contra o grupo xiita sobre sua participação no assassinato do ex-premiê Rafik Hariri. O gabinete tornou-se, então, incostitucional, uma vez que precisa reunir integrantes dos diferentes grupos religiosos libaneses.

A manobra fez com que o Hezbollah e os partidos aliados ganhassem mais poder e apontassem Najib Mikati como o novo primeiro-ministro, responsável por formar um novo governo e acabar com a crise política, a pior desde a guerra civil de 2008.

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