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Um ano sem Hosni Mubarak no Egito

Após 12 meses da queda do regime ditatorial, egípcios continuam protestando militares e pressionando por governo civil

Mulher egípcia mostra dedo com tinta após votar na segunda-feira, 28, no CairoBela Szandelszky/AP

Primavera Árabe

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Inspirados no sucesso da revolução na Tunísia, os egípcios foram as ruas a partir do final de janeiro de 2011. Em apenas 18 dias, durante os quais permaneceram insistentemente na praça Tahrir (da Libertação), no centro da capital, Cairo, o regime de Hosni Mubarak ruiu. Após tentar manobras para se manter no poder, ele anunciou a renúncia no dia 11 de fevereiro, colocando fim a três décadas de ditadura no país.

A renúncia foi largamente comemorada nas ruas do Egito. Meses depois, Mubarak adoeceria, seria internado e, mesmo em uma cama hospitalar, acabaria sendo levado a julgamento. A imagen de um ex-presidente frágil e doente, deitado atrás de grades, chocou o mundo. Mas o processo contra Mubarak, que responde por acusações de corrupção e violência contra os manifestantes, ainda não terminou.

No final de novembro, os egípcios começaram a ir às urnas, tentando buscar uma saída para os confrontos, que ainda aconteciam nas ruas. O Conselho Supremo das Forças Armadas, formado pelos militares que governam o país interinamente, enfrentou uma série de protestos, pressionando pela rápida transição para o governo civil. As manifestações, porém, ganharam caráter violento pouco mais de uma semana antes das eleições parlamentares, ameaçando o pleito. Mesmo com a praça Tahrir novamente lotada - e com violentos enfrentamentos entre os manifestantes e as forças de segurança - o Exército manteve a decisão de ir adiante com a votação.

A pressão popular, porém, gerou resultados. Os militares afirmaram que a esperada transição para um governo civil ocorrerá até julho de 2012. Além disso, o gabinete formado pelo Exército renunciou, forçando a nomeação de um novo primeiro-ministro. Enquanto isso, o Conselho, liderado pelo marechal Hussein Tantawi, procura atenuar as manifestações do povo egípcio, que prometeu uma "segunda revolução" caso os militares tentem permanecer no poder. Apurações apontam a vitória da Irmandade Muçulmana, partido islâmico, no pleito, que ainda não chegou ao fim.

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Egito
Chefe de Estado (desde)

Muhammad Hussein Tantawi (2011)

Capital (pop.)

Cairo (11,9 milhões)

Etnias (1996)

árabes egípcios 98%, árabes beduínos 1%, núbios 1%

Religião

islamismo 87,1%, cristianismo 12,2%, agnosticismo e ateísmo 0,7%

Governo

república presidencialista

Idiomas oficiais

árabe

Constituição

1971

População (ranking)

82.079.636 (15)

Área (ranking)

1.001.450 km² (30)

PIB (ranking)

US$ 497,8 bi (27)

Desemprego (2010)

10,8 (117º)

Democracia

138º

Liberdade imprensa

130º

Índice de instabilidade

65,7

Fonte:Almanaque Abril 2011, Cia World Factbook, Economist, Transparency International
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