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CPI do Cachoeira

Comissão tem como alvo de investigação ao menos 15 tipos de crimes cometidos pelo contraventor e seu grupo

Carlinhos cachoeira CPI

CPI do Cachoeira

Com o apoio de 72 dos 81 senadores e de 396 dos 513 deputados, foi criada no dia 19 de abril de 2012 e instalada no dia 25 a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o envolvimento de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados.

A CPMI especifica como alvo da investigação pelo menos 15 tipos de crimes cometidos pelo contraventor e seu grupo. O número de assinaturas dos parlamentares foi bem superior ao mínimo necessário, que são 27 de senadores e 171 de deputados.

Entre os "espectros de ilicitudes" estão citados no requerimento de criação da CPMI tráfico de influência, fraude nas licitações, corrupção e formação de quadrilha, entre outros. A CPMI vai funcionar por 180 dias e terá R$ 200 mil em recursos para as suas atividades.

A lista dos deputados e senadores que a integram foi formalizada no dia 24 de abril de 2012 . O relator será o Deputado Odair Cunha (PT-MG) e o presidente, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB).

Com o apoio de 72 dos 81 senadores e de 396 dos 513 deputados, foi criada no dia 19 de abril de 2012 e instalada no dia 25 a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o envolvimento de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados. A comissão foi instalada após a divulgação dos resultados da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que levou Cachoeira à prisão sob acusação de lidera esquema de jogos ilegais. A operação tornou público também o envolvimento de políticos com o contraventor, entre eles o ex-senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), que teve o mandato cassado no dia 11 de julho.

A CPMI especifica como alvo da investigação pelo menos 15 tipos de crimes cometidos pelo contraventor e seu grupo. Entre os "espectros de ilicitudes" estão citados no requerimento de criação da CPMI tráfico de influência, fraude nas licitações, corrupção e formação de quadrilha, entre outros. A CPMI vai funcionar por 180 dias e terá R$ 200 mil em recursos para as suas atividades. O prazo de conclusão dos trabalhos era 4 de novembro, mas foi prorrogado até 4 de dezembro.

Até o fim de julho, a CPI, presidida pelo senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), realizou 21 reuniões. Entre as 24 pessoas convocadas, apenas nove falaram, duas fizeram depoimentos considerados parciais e outras 13 permaneceram em silêncio. Nesse período, os depoimentos mais relevantes foram dos governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT) . Ambos mencionados na investigação da Polícia Federal.

No dia 22 de maio, Carlinhos Cachoeira foi convocado, mas ficou em silêncio. Preso desde fevereiro, o contraventor é réu em processo em julgamento na Justiça Federal de Goiás pela acusação de liderar esquema de jogo ilegal no Estado. No dia do seu depoimento, também não comentou as acusações e usou o tempo de defesa para fazer uma declaração de amor a sua noiva, Andressa Mendonça: "Ela me deu a vida. Te amo". Dias depois, seu advogado, o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos deixou sua defesa.

Nova etapa. Em agosto, a CPI retomou as atividades, após o recesso parlamentar, com o objetivo de ouvir figuras centrais no caso. Nas primeiras tentativas, os depoentes ficaram em silêncio. Entre elas a noiva de Cachoeira, que ganhou importância no escândalo após ser acusada de chantagear um juiz federal, responsável pelo processo contra o contraventor na Justiça de Goiás.

Também pouco contribuiu com a CPI a ex-mulher do contraventor Andréa Aprígio. Ela apenas negou atuar como laranja dos negócios de Cachoeira e se recusou a responder às perguntas dos parlamentares.

Em razão das eleições municipais, a comissão deixou de realizar sessões abertas em outubro. Em novembro, o relator apresentou o relatório final da CPI, criticado tanto por membros da oposição quanto da base aliada. O deputado Odair Cunha (PT-MG) chegou a pedir o indiciamento de cinco jornalistas e a sugestão para que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, fosse investigado pelo Conselho Nacional do Ministério Público. Diante da reação negativa às proposições, o deputado aceitou tirar esses dois itens do documento, que será votado pela comissão.

Também em novembro, Cachoeira foi liberado da prisão por decisão judicial e deixou a presídio da Papuda, em Brasília, onde ficou por nove meses.

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