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Naufrágio do Costa Concordia

Pelo menos 16 pessoas morreram, mais de 20 seguem desaparecidas; capitão do navio está em prisão domiciliar

Max Rossi/Reuters

Na noite da sexta-feira, 13 de janeiro, o cruzeiro Costa Concordia, com mais de 4,2 mil pessoas a bordo, fez uma manobra que não estava prevista e acabou se chocando com uma rocha submarina, que abriu um rasgo de 50 metros no casco. Em seguida, o navio encalhou perto da ilha de Giglio, na Itália, e tombou. O acidente deixou 15 mortos até o momento e pelo menos 20 pessoas seguem desaparecidas.

A empresa dona do cruzeiro responsabilizou o capitão, Francesco Schettino, pelo acidente. Segundo a imprensa italiana, Schettino quis fazer uma "surpresa" a tripulantes do navio e decidiu aproximar o Costa Concordia da ilha de Giglio - terra natal dos tripulantes homenageados. Com a aproximação exagerada, a embarcação acabou se chocando e sofreu o acidente.

Schettino também é acusado de ter deixado o navio durante as operações de resgate - ele teria sido o primeiro a chegar em terra firme depois do acidente. Em uma conversa por rádio entre a Capitania dos Portos e Schettino, o capitão parece tentar se esquivar da responsabilidade de participar dos resgates. Irritado, o comandante das operações no outro lado da linha ordena que ele volte para a embarcação - a frase, "Vada a bordo, cazzo", acabou virando meme na internet e se transformou em camisetas.

 

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