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Carandiru: julgamento chega à última fase

    Começa nesta segunda-feira, 31, a quinta e última fase do maior processo da história do júri no País, iniciado há quase 22 anos. Nesta etapa, são acusados 15 policiais do Comando de Operações Especiais (Coe), denunciados por oito mortes que poderão acrescentar mais 1.440 anos de prisão à contabilidade de condenações. Somadas, as penas individuais dos 58 PMs que já foram condenados nos três primeiros júris já chegam ao recorde de 20.156 anos de prisão. 

    A invasão do Pavilhão 9 da Casa de Detenção de São Paulo, na zona norte da capital paulista, ocorreu em 2 de outubro de 1992. A operação da PM deixou 111 mortos. De lá para cá, o processo acumulou 130 volumes, com 111 apensos e 50 mil páginas. O primeiro julgamento só ocorreu quase 21 anos depois do massacre, no dia 15 de abril de 2013.

    Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual, foram acusados PMs da ROTA, do GATE e do COE. O comandante da operação, coronel Ubiratan Guimarães, foi condenado em 2001 a 632 anos de prisão, mas recorreu e foi absolvido. Ele foi assassinado em 2006.

    22 anos depois
    Processo já não mobiliza como antes
    Processo já não mobiliza como antes

    Do primeiro julgamento, em abril de 2013, até a última audiência, em março, júri se esvaziou

    Protagonistas
    José Ismael Pedrosa: foi diretor da Casa de Detenção do Carandiru; assassinado em 2005 - Foto: Agliberto Lima/AE
    Foto: Foto: Agliberto Lima/AE
    O diretor | Mais Fotos

    José Ismael Pedrosa: foi diretor da Casa de Detenção do Carandiru; assassinado em 2005

    À frente da secretaria de segurança pública de São Paulo, Campos pediu demissão -   Foto: Clovis Ferreira/AE
    Foto: Foto: Clovis Ferreira/AE
    O secretário | Mais Fotos

    À frente da secretaria de segurança pública de São Paulo, Campos pediu demissão

    No júri, ex-governador Fleury diz que entrada no Carandiru foi 'necessária' - Foto: Denise Andrade/AE
    Foto: Foto: Denise Andrade/AE
    O governador | Mais Fotos

    No júri, ex-governador Fleury diz que entrada no Carandiru foi 'necessária'

    Ubiratan Guimarães, comandante do policiamento metropolitano na época  - Foto: Sebastião Moreira/AE
    Foto: Foto: Sebastião Moreira/AE
    O mandante? | Mais Fotos

    Ubiratan Guimarães, comandante do policiamento metropolitano na época

    O primeiro lote
    O temor com a segurança do júri
    O temor com a segurança do júri

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    o poder
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    A operação e as condenações
    Infográfico
    Infográfico

    Equipes da ROTA, o COE e o GATE se dividiram entre os cinco pavimentos

    Chacina anunciada
    Alerta 7 anos antes
    Alerta 7 anos antes

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