Ir para o conteúdo
ir para o conteúdo
 • 

Manifestações no Bahrein

Após protestos, repressão e diálogo sem conclusão, país segue instável e sem mudanças efetivas

Mazen Mahdi/Efe

Primavera Árabe

Primavera Árabe

Inspirados no sucesso das revoluções na Tunísia, no Egito e na Líbia, os xiitas do Bahrein levantaram-se contra o governo do rei Hamad bin Isa al-Khalifa, exigindo o fim das políticas de exclusão, maior igualdade e mais liberdade. Em pouco tempo, a praça Pérola, no centro da capital, Manama, transformou-se em um campo de batalha entre os manifestantes e as forças de segurança, que tiveram ajuda dos militares da Arábia Saudita.

Mais de 35 pessoas morreram nos confrontos, que se estenderam por semanas e, aos poucos, perderam força. A pressão, porém, surtiu efeito e fez o governo ampliar os poderes do Parlamento, embora os revolucionários não tenham ficado satisfeitos com o alcance das mudanças.

Recentemente, uma comissão independente apresentou um relatório acusando os líderes do Bahrein de utilizar força excessiva, torturar e prender opositores sem julgamento. O documento mostra-se o mais compreensivo e completo sobre as medidas de segurança tomadas por qualquer governo durante as revoltas que tomaram conta do mundo árabe neste ano.

Veja também:
especialMAPA: 
A revolta que abalou o Oriente Médio
tabela ESPECIAL: Um ano de Primavera Árabe
mais imagens OLHAR SOBRE O MUNDO: Imagens da revolução

Siga o @estadao no Twitter
Bahrein
Chefe de Estado (desde)

rei xeque Hamad al-Khalifa (1999)

Capital (pop.)

Manama (157 mil)

Etnias (1996)

árabes barenitas 63%, outros árabes 12%, afegãos, paquistaneses e indianos 25%

Religião

islamismo 83,6%, cristianismo 8,9%, hinduísmo 6,5%, outras 1%

Governo

monarquia constitucional

Idiomas oficiais

árabe

Constituição

2002

População (ranking)

1.214.705 (157)

Área (ranking)

760 km² (188)

PIB (ranking)

US$ 29,7 bi (109)

Desemprego (2010)

15% (147, *2005)

Democracia

122º

Liberdade imprensa

153º

Índice de instabilidade

36,5

Fonte:Almanaque Abril 2011, Cia World Factbook, Economist, Transparency International