A Arábia Saudita e as revoltas árabes
Aliado dos Estados Unidos, maior exportador de petróleo do mundo mantém-se à margem dos protestos no mundo árabe
ReutersEnquanto a revolução explode nos países vizinhos, a Arábia Saudita registra poucos episódios de tensão entre manifestantes e governo - em parte pelo rígido controle da mídia, em parte por conta de medidas tomadas pela monarquia do rei Abdullah para evitar que o clima de revolta contagie a minoria xiita da nação, a maior exportadora de petróleo do mundo.
O governo, porém, teve de lidar com pequenas manifestações de insatisfação. A minoria xiita foi às ruas e fez pequenos protestos, sufocados pela própria falta de visibilidade garantida pela censura da monarquia sunita, conhecida por seu conservadorismo. Riad apenas administrou os raros momentos de tensão e manteve-se à margem dos países que viveram grandes distúrbios nos últimos meses.
O papel da Arábia Saudita na Primavera Árabe foi quase de espectador e coadjuvante. O país apenas recebeu o presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, que necessitou de tratamento após ficar ferido em um ataque, e enviou forças militares ao Bahrein, outra monarquia sunita que viu um levante xiita ameaçar o governo. Riad também participou da elaboração de acordos apresentados aos líderes da região, tentando encontrar soluções a ditaduras vizinhas enquanto apenas tenta manter seu próprio regime de pé.
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Intolerância
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Eleições
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Efetivo foi mandado a pedido da monarquia sunita que controla o país de maioria xiita
Chefe de Estado (desde)
Abdallah bin Abd al-Aziz al-Saud (2005)
Capital (pop.)Riad (4,8 milhões)
árabes sauditas 50%, outros árabes 40%, africanos 7%, asiáticos 3%
Religiãoislamismo 93%, cristianismo 4,3%
Governomonarquia islâmica
Idiomas oficiaisárabe
Constituiçãonão há
26.131.703 (46º)
Área (ranking)2.149.690 km² (13º)
PIB (ranking)US$ 622 bi (23º)
Desemprego (2010)10,8 (117º)
Democracia160º
Liberdade imprensa178º
Índice de instabilidade52,5
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Insatisfação
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Resposta
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