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Ana de Hollanda

Embora tenha ganhado sobrevida no cargo, nome da ministra segue cotado para entrar na faxina de Dilma

Fabio Motta/AE

Desde que assumiu o comando do Ministério da Cultura (MinC), o nome da ministra Ana de Hollanda é cotado para entrar na faxina da presidente Dilma Rousseff. A primeira polêmica aconteceu em maio de 2011, quando veio à tona que ela usou verba pública para pagar sua estadia no Rio de Janeiro, cidade onde tem imóvel próprio. A Controladoria-Geral da União (CGU)exigiu a devolução do dinheiro.

irmã de Chico Buarque, agravou a crise ao atribuir privacidade às questões de propriedade intelectual na internet, quando pediu a tirada do selo da Creative Commons (órgão que gerencia os direitos autorais na internet) do site do MinC. Posicionando-se a favor do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) e com apoio do filão de artistas contrários à gratuidade criativa, a ministra gerou protestos da militância da cultura digital livre. Na época, Emir Sader fez uma das declarações mais fortes em resposta à postura de Ana de Hollanda. Cotado para ser nomeado presidente da Casa de Rui Barbosa, Sader afirmou que ministra era 'meio autista'. Com o endosso de Dilma, Sader deixou de ser uma opção para a direção da Casa. O recado era mostrar que a ministra tinha o apoio da presidente.

Ana de Hollanda, que sobreviveu ao primeiro ano de gestão Dilma, se viu novamente envolvida em polêmicas. Insatisfeitos com sua gestão, intelectuais e artistas enviaram à Casa Civil, em março de 2012, um abaixoassinado pedindo a substituição da ministra pelo diretor do Sesc de São Paulo, Danilo Santos de Miranda. Em audiência pública na Câmara, a ministra destacou que a pirataria poderia matar a cultura e se disse vítima de má-fé.

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